Uma idosa de 73 anos, residente em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, terá sua situação avaliada por equipes de saúde e assistência social do município, após decisão judicial. A medida, determinada na última quinta-feira, inclui uma avaliação psicossocial da moradora e o acompanhamento de profissionais de saúde e assistência social.
A intervenção judicial ocorreu após inspeções em seu apartamento identificarem condições insalubres e um número elevado de gatos, estimado inicialmente em mais de 100, mas com suspeita de chegar a 400. Vistorias realizadas em maio constataram a presença de pelo menos 119 felinos vivendo em um ambiente com sujeira, fezes e risco sanitário, além de agravar o estado clínico de parte dos animais.
A Justiça acatou um pedido do Ministério Público de Santa Catarina, entendendo que a situação representa um risco iminente à saúde pública, aos animais e à própria idosa, que vive sozinha. O cronograma estabelecido prevê a retirada gradual de, no mínimo, 25 gatos por dia, priorizando os casos mais graves. Os felinos resgatados serão acolhidos pelo município, onde receberão atendimento veterinário completo, incluindo vacinação e castração, com o objetivo de posterior encaminhamento para adoção.
Este caso já havia sido objeto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) anterior, no qual a idosa se comprometia a adotar medidas de controle populacional, ações sanitárias e adoção dos animais. No entanto, as obrigações não foram cumpridas, levando o Ministério Público a solicitar a intervenção judicial. A decisão atual reforça a necessidade de cuidados com a moradora, considerando sua possível situação de vulnerabilidade.

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